A chuva e rua

Chove a chuva na cidade. Na cidade chove a chuva.
A chuva chovendo na cidade.
Chovendo na cidade chove a chuva.
A chuva na cidade escorre pelas ruas.
Nas ruas da cidade, chovendo chove a chuva.
Chuva que chove chovendo.
Chuva que cai pela rua.

Água que cai do céu.                       No caminho do além do que não se vê
Céu que se move.                             E se viu não sabia a cor.
Abre e Fecha.                                    E de tão claro, a cegou.
Seca e Molha.                                   O que era?
Pode fazer suar.                               Infinito.
Pode fazer arder.                             Fora do alcance das mãos.
Pode fazer molhar.                          Não chega agora, nem amanhã.
Pode fazer secar.                              Nem depois.

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O que eu quero?

“O beijo sem fim…

Eu quero um abraço forte, envolvente
Um beijo ardente
E um carinho na nuca
Eu quero um sorriso doce
Um olhar brilhante
Um toque suave, um arrepio.
Eu quero o fascínio da fala
O jeitinho de virar a face, fazendo cena,
O piscar de olhos e o
Sorrisinho no canto dos lábios.

Eu quero um olhar profundo
Que diz tudo sem dizer nada.
Eu quero surpresa, quero leveza.
Eu quero sorrir junto e encostar
a pele fazendo aproximação.
Quero sentir essa sensação.

Eu quero um cheirinho, um narizinho
Cócegas e correrias
Brincadeiras e harmonia.

Eu quero dormir junto, dormir colado, agarrado
Eu quero beijar por horas e fazer amor.
Dormir e acordar.
Beijar e suspirar.
Beijar, beijar, beijar…

Eu quero amar.
Eu quero amor.

Não resta?

Não resta mais nada. Não resta mais nada.
Não há mais chance. Não há mais chance.
Não resta mais nada. Não há mais chance.
Não resta mais nada. Não há mais chance.
Não há mais chance. Não resta mais nada.
Não há mais nada. Não resta mais chance.
Não resta mais chance. Não há mais nada.
Não resta mais chance. Não há mais nada.
Não há mais nada. Não resta mais chance.

Ninguém quer dar o braço a torcer.
Ninguém quer entender.
Todo mundo quer ser entendido.

Um dia em um quarto a olhar o céu pela janela ✈

Às vezes é preciso perceber
Aquilo que não se pode entender
Aquilo que não se quer escutar.

Dá pra parar pra pensar
Pra parar e entender.
Escutar e resolver.

Porque agora não é hora de ficar pensando nos problemas
Indagando soluções
Agora é hora de se entregar as ações.

“Discutir relações”

O mundo está lá fora.
E os pássaros a cantar.
Nuvens passam pelo céu.

“Esse pedaço de papel.”

O céu está azul
E o sol vem e volta.
Volta e vem.

Nuvens brancas e cinzas.
Pesadas.
Pássaros continuam a voar.

“Só eu que não quero sair.”
Só eu que não quero estar lá.

Até o avião está lá
No céu a rodopiar.
Alguém dentro dele está a pilotar.
Pra onde será que ele irá?

Vento que brisa suave
Raio de sol.
Onde eu estou dentro de mim?
Preciso me encontrar.

Perdida no vazio desse além.
Eu estou mal,
Não estou bem.
Não sei, não sei.
Eu sou quem?

Nas aulas não quero ir.
Aqui não quero estar.
Nem lá, nem lá.

“Nem lá aonde?”

Tanto faz.

Qualquer lugar!

Não quero, não quero não.
Cante pra mim uma canção.
Toque aqui meu coração.

Ele está a se perder.
Se desconectar. Me fazer morrer.
Que depressão.
É melhor evitar a contradição.

❥ Amor meu, amor meu ❤

Amor meu amor.
Te quero pra sempre ao meu lado.
Quero seu carinho e sua atenção.
Seu nome no meu coração.
Amor, meu amor.
Beijo bom é beijo seu.
Abraço bom é abraço seu.
Carinho bom é carinho seu.
Porque eu te amo de manhã, de tarde e de noite.
Ontem, hoje e amanhã.
Antes, agora e sempre.
Vida minha brilha.
Amor meu, amor meu.
Sinto o seu cheirinho.
Quero seu carinho sem fim.
Amor meu, amor meu.
Sua pele tocando na minha.
Abraço forte. Pele suada.
Fala baixinho no meu ouvidinho.
Quero escutar você sussurrar.
Quero sentir você me amar.
Ir no céu e voltar…
Amor meu, amor meu.
Eu sou todinha sua
E você, é todinho meu?

Talvez

Talvez eu saiba, talvez não.
Talvez não caiba, talvez sim.
Talvez não tenha talvez e talvez não tenha certeza.
Sempre talvez é nunca.
Nunca pra sempre é talvez.
Talvez o agora seja ontem.
Ontem agora seja talvez.
Ou hoje talvez seja amanhã.
Talvez o depois não exista.
E se existir talvez se apague.
Ou se apagar, talvez se renove.