“O pobre sempre é a bola”

Nadando com os Tubarões
Ouviu-se falar
Que eu tive pra desistir
Ouviu-se falar
Desistir não, porque

Por Deus me faça entender
Que eu tenho algo a perder
Eu tive pra explodir
Nem penso nisso mais, yeah…

Quero ouvir a sua voz
Chamar por mim
Quero ouvir você falar
Que tem todo tempo do mundo
Pra me ouvir falar de nós
Desistir não, porqueee

Não vou mentir
Penso muito em nós
Não vou mentir, nos destrói

Quero ouvir a sua voz
Chamar por mim
Quero ouvir você falar
Que tem todo tempo do mundo
Pra me ouvir falar de nós
Desistir não, porqueeeeee……..

Ouviu-se falar
Ouviu-se falar
Ouviu-se falar
E é só…

Uma cigarra se encantou na minha mão
Anunciando a chegada do verão, verão aqui é legal,
Brasil, bunda, carnaval,
Mas na verdade todo mundo quer ver sangue,
Ver sangue é que é legal, todo mundo pára para ver o caos…

O batuque e o massacre,
O batuque e o crack,
O batuque e a bola,
O pobre sempre é a bola

O batuque e o massacre,
O batuque e o crack,
O batuque e a bola,
O pobre sempre é a bola
O pobre sempre é a bola
O pobre sempre é a bola
O pobre sempre é a bola
O pobre sempre é a bola
O pobre sempre é a bola

http://www.vagalume.com.br/charlie-brown-jr/ouviu-se-falar.html

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“Queer”

Há uma confusão submersa no ar.
Inquestionável. Desconhecida.
No disse me disse que ninguém disse.
Nos tempos arquitetados pelos girassóis que não raiaram neste dia.
Pois se cansaram de girar em encontro ao sol.
Porque a lua confundiu a direção dos planetas.

Enquanto o vento banhava do sopro da rua.
Pisando os pés descalços por entre os pregos.
E sentindo a dor da putrefação da carne em vida.
Estávamos aqui a insultar o nosso irmão.
No pensamento enraizado da exploração/ opressão.

O domínio selvagem do corpo nú.
Anarquizado do poderio da “burguesia revolucionária”
Que de tão “revolucionária” tomou o poder e tombou para si.
Abandonando aqueles pelo qual ousou lutar ou disse fazer.
Direita ou esquerda? Pra onde guiar?

Na luta lutada sem escolha. É a obrigação do ser de viver. Seu dever.
Porque não tinha opção.

Ser humano dos tempos modernos e arcaicos.
O que carrega no contrapor das transformações?

História negada, arrancada, roubada.
Violência. estrupo, morte e dor.

Coordena o meu dia oh! bom senhor.
Sente a minha alegria.
Salve-me ao seu esplendor.
Manipule o meu dia a dia.

Eu te peço. Eu te imploro. Reforme minha covardia.
Eu me disponho. Eu colaboro. Sugue a minha energia.

Estudo do homem humano pra que?
Estudo do ventre estranho. O quê?

Pariu para este mundo o seu comportamento.
Loucos, desesperados a achar a solução
Dos problemas inventados pela civilização.

Ciência. Maldade. Absolvição.
Se liga! Coragem! Mas que decepção!

Qual é a práxis no acordo?
Quem foi que matou o cachorro querido?
Jogou-o da janela do andar?
Ah! Maldade! Violência! Que desgraça a convivência!
Pode sumir meu corpo quando eu morrer.

Choro por choro, eu fico com o meu.
Até que as lágrimas sequem.
Se secarem…

A carta da discórdia

Maldito. Revolta Maldita
Onde está o invasor?
Onde ele se enfiou?
Revolta. Maldita revolta
Quem é que foi que se instalou
E entre nós está agora. (Ou não?!)
Não vamos deixar se abater.
Não vamos deixar corromper.
Minando a nossa união está.
Proclamamdo a sua invasão, vai lá.
Deixa ele (a) se virar.
Deixe ela (e) se perder/ ou se achar
Irmãos de iguais somos nós.
Mesmo entre a discórdia,
Mesmo entre a desesperança…
Aonde nós vamos chegar assim?
Como nós vamos estudar assim?
No olhar que invade e dilacera o irmão,
Pra tentar compreender e acusar
Pra tentar entender e inocentar
A culpa daquele que não descobriu
o descobrimento do ser perdido na imensidão.
Que não sou eu, nem é o outro e somos todos.
Somos nós agora irmãos.
Vamos lá agora então,
Nada de cartas anônimas,
Temos nome!
Turma Oséas Carvalho
Presente, Presente, Presente!

João sem terra

João sem terra
Ele bate os braços e as pernas.
Ele não tem medo de reclamar.
Reclama! Reclama! Sem parar…
João, João sem terra
Quando anda com o pé descalço
Só para o chão tocar
Ele pula, pula. Corre, corre.
Ele gira, gira sem parar.
João, João, João sem terra
Levanta a bandeira e pede pro alto
Ele luta! Ela lança.
Grita na sede da dança.

Enquanto seu Lobo não vem.

João, João, João, João sem terra
Grita a sede da vingança
Dessa terra que o Lobo roubou;
                                               João!

Ele não tem um “q” de anarquia?

                                     João sem terra.

Nota: onde lê-se João
pode ser Maria.
                                       

A procura da cura.

Aos educadores desta escola
O nosso muito obrigado!
Educandos em fase de construção,
Para sempre, somos nós.
E desejamos a união.

Esperança é palavra que vem a nós
Agora, como fonte a beber.
E só unindo nosso querer
Podemos alcançar o vencer.

Vencidas, palavras vazias sem ação.
Se a continuidade se esvai
Dando adeus a emoção.
Cale-se em decepção.
Mas não é isso que queremos. Ou é?

Construir um futuro no presente, é a hora.
Para educar os nossos trabalhadores.
A trabalhar como gestores da própria existência
Com sua mente e ação
Fortalecendo a comunidade
E dando adeus ao patrão!

Alimento- Água- Ar – Terra.
Autonomia aos seres.
Diversidade e esplendor.

Vida.
Realidade.
Somos todos sem terra.
Expropriados da atmosfera.

*Poesia de estágio. Ciep 206- Japeri.  Reinaldo e Ariani. Professora Luciane.

O que é o amor?
Não como sentimento do amor romântico.
Mas como o sentimento que une os iguais e a
diferença de complementar…
Se não um raio de luz do sol.
Ou a brisa que escorre do mar
E vem nos rodear, sentir o cheiro bom.