Me envolvi em dezenas mil
descargas elétricas
Sobrevivi a todas elas
Carreguei duzentas mil
……………..sequelas
Anestesiei a dor
Morri de inveja de mim
Vivi com vida até
………….eu morrer
Minha alma saiu de
……………..mim
E então adormeci
………para sempre
Para onde a dor tinha fim
Para onde a cor era sem fim
Mas eu não podia mais ver.

Viajando na pintura

Ficava mirando aquele caminho
Querendo-o adentrar..
Fitava querendo-o de mansinho
Desejando por ele andar.

Voava com aquela bela ave
Que ali estava a plainar
Sobre as águas
Suavemente.

Era reta a sua estrada singela
Aonde ela ia parar?
Com suas árvores
Seu lindo bosque…

Àquela linda cabana
Ao longo
Eu estava a olhar
Daqui parada, lendo meu livro
A minha filha a esperar
E aquelas rasas montanhas
Suavemente aparecidas
E as folhas caídas no chão

Uma leve fantasia
Uma forte tênue brisa
Que me indicava a direção
Assistindo esse mural.

Pintura genial
Companhia Grupo Código
A agradecer pela presença (estou)
Deste espaço em Japeri.

Nossas crianças agradecem
Os pais e educadores também
Um lugar de arte e cultura
À disposição da molecada

Corre, corre contente e vem pro teatro
Vem pular com a gente
Vem sorrir e cantar
Navegar em sonhos.

Desenhar a vida
Dançar com o mundo
Colorir com gosto
E vontade de viver.

Companhia e Grupo Código
Sou uma mãe em espera
E enquanto leio um livro
Estou aqui a agradecer.

Viajando na pintura.

Gostaria de saber do além que não vem
Mas, se ele não há de vir
Para quê eu gostaria de saber sobre seu existir.

(Talvez alguém saiba)

Não há memórias sobre o além que não vem
Pois ele não vem e não virá.
Nem hoje, nem amanhã, nem depois.
O além é além mar.
Além mar, mais adiante que as montanhas mais altas.
Mais distante que as nuvens mais espessas no céu.
Que não chegarão pois não podem vim e ficar aqui em estadia.
Algo que não posso pegar e não consigo ver.
Como se fossem minhas amigas íntimas.