Dá até graça
Do tanto você chora
desgraça pros outros.

Advertisements

LATINHAS

imagem: http://clovisakira.blogspot.com.br/2014/10/japao-e-campeao-de-reciclagem-de-latas.html
http://clovisakira.blogspot.com.br/2014/10/japao-e-campeao-de-reciclagem-de-latas.html

“A gente tenta colaborar, mas a pessoa
tem que minimamente conseguir
separar as latinhas.
É esculacho jogar as latinhas de
refri (cerveja) misturada toda
no lixo convencional (aquela
tragédia).
LATINHAS jogadas solitárias
umas as outras da mesma
espécie vai de encontro àqueles
que precisam trocar.
Separá-las é também
Respeito ao catador.
Respeito ao lixo que nesse
tempo não é mais jogado
fora. Que não é mais
lixo. É lucro.”

imagem: http://www.garibaldi.rs.gov.br/informacoes/coleta-de-lixo/
imagem: http://www.garibaldi.rs.gov.br/informacoes/coleta-de-lixo/

* É porque me irrita muito ver
pessoas que não ligam e
jogam as latinhas todas misturadas
à comidas e outros.
Acho que não custa nada
separar as latinhas
para que uns pobres não tenham que
ficar remexendo no lixo dos outros para separar.
E acho também que não é desculpa dizer que
na sua cidade não tem coleta seletiva ainda.
Se você começar a fazer vai facilitar o processo e
ainda incentivar outras pessoas e dialogar sobre o assunto é necessário.
Minimamente abrindo caminhos.
O que não significa também que não tenhamos que
repensar a utilização e consumo desses materiais…

Nesse caso

Ver uma senhora

mãe de família

sentada no chão

numa madrugada fria

Aonde será que ela está?

Na fila,

no posto de saúde da Chacrinha.

Verso em referência ao modo de espera dos pacientes na Unidade Básica de Saude do Bairro Chacrinha (em Japeri). Em que os moradores/ cidadãos/ pacientes do Sistema Municipal precisam “(-savam)” chegar cedo para aguardar a feitura da ficha para consulta.
A importância é dada pelo fato de que os indivíduos que chegam cedo esperam do lado de fora, na calçada do posto, a abertura do portão que acontece às 7:30h, 8 horas com a chegada dos funcionários.
Não pode parecer normal sentar a bunda na calçada (principalmente estando passando mal), levar uma cadeira, um cobertor, dormir, ou ficar em pé durante duas, três, quatro horas ao relento, seja no frio, na chuva ou no calor.
E foi durante a minha agonia de ver isso e incomodar-me que fiz este verso no sentido de constatar e contestar esse absurdo e descaso com as condições básicas de “atendimento”ao ser humano, sua recepção, relação e as formas em que estão estruturadas a sua sobrevivência, nesse caso em referência ao Sistema Único de Saúde, o direito as filas…

Agora, atualizando este escrito, o Programa Saúde da Família tenta estar marcando, agendando as consultas anteriormente, mas ainda acontecem madrugadas ao relento em espera…