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Quando a cachoeira seca
Nem a borboleta
Nem o beija-flor
Tem onde beber água.

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ORA AGORA

Menina da
mamãe,
quando nós vimos
aquela manchinha
pequenininha e
vermelhinha
pensamos, “hum”!
o que será?
e aí
naquele dia de terça feira
a sentir
sua linda cabecinha
doer
e um constante
mal estar
o que sentiria?
Ao acordar
aquela tontura
e febre alta
e que seria?
No dia seguinte
febre a continuar
esse estranho mal estar
ainda maior
ah que dor!
e ainda mais
bolinhas a aparecer…
Quando viu a pediatra
já desconfiávamos
ora ora
catapora!
ela estava a aparecer
ora bola
menina bonita
não poderia
ir para escola
todavia
só podia agora
reclamar
toda hora
e se incomodar
com aquelas estranhas bolhas
a estourar
coçar sem parar
sem poder encostar
sua pele dominar
ver televisão e ficar no celular.
Pra dormir não tá tão bom
essa não
catapora
sem noção
tenha dó
da minha paixão
diz a mamãe,
ah! catapora
deixe a menina
e
vá embora
sem demora.

Qualquer hora dessa

Qualquer hora dessa
Quando vier alguma inspiração
Eu posso escrever
Se tiver papel e caneta
Eu posso dizer a mensagem
Eterna com as letras
E posso cantar depois
Se a escrita rimar
Ou não.

Eu não quero dizer o beabá
Sem parar
Eu vou calar
Vou perceber
O que é melhor
Pra fazer
Desde então
Ato de purificação
Não vou saber
Responder a questão
Se for pra decifrar
O enigma da razão
Científica
Não sobrepõe a noção
Metafísica
Análise esquizofrênica
Maldita
Hereditariamente
Confirma
o diálogo
cruel
Comigo mesma
Entoando
A loucura
ferrenha
de
viver em paz
e em calma
constante
alucinação.