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Faço versos nas estradas
Ando no vilarejo dos meus sonhos
Conhecendo os caminhos de uma
Nova/velha história
Desconhecido caminhar.

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Professora,
Perdi-me nos altos e baixos de mim
Me enfureci e sumi
Revoltei-me e
ausentei-me
fui a lugares estranhos e obscuros.
Visitando diversas realidades e localidades
e ainda estive aonde não era real.
Um novo mundo criei e inventei
paralelamente a minha razão (irreal)
Alucinei e chorei
distraí-me e enlouqueci
Tentei voltar diversas vezes e passei por
diversas nuvens de tormentas e de confusões mentais
decepções estruturais do meu ser.
tentando continuar
tentando não parar
tentando me manter
e não me entregar.
Brinco com as palavras e com a poesia que
elas me trazem.
Irrito-me facilmente
pois penso não valer de nada estas letras
marginais
que não me levam à lugar nenhum.

E quando os doutores sairem da sala
E falarem nas praças
Públicas
Explanando suas razões sociais
De acordo com
Segundo os quais
Viveram e estudaram
Com emoção
Essa razão
Há de consentir então
Que ouvidos ouvirão
E aqui ei de escutar.
Eu
E a pensar ficarei
E você
E vocês também ouvirão
E pensarão…

O que eu digo
Posso dizdizer se eu quiser
Pois meu pensamento está em construção

Não digo dizdizer por dizdizer
Mas mudar de opinião
Aprender.